sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vamo colorí o mundão!



óia!!! é nói!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Presságio da Primavera

ontem revirando meus velhos cadernos achei uma poesia da Renatinha, que ela me deu faz um tempão. Lembrei porquê, e hoje parece que faz de conta ela me deu ele tudo de novo, porque entrou bem no buraquinho que estava abrindo em mim.

lá vai



Presságio da Primavera

Se é ou não é a Primavera
Veja só.
Você pode olhar para as flores
enquanto eu olho para o chão.
Ontem foi dia de festa
hoje é solidão.
E eu sei que não estou vazia.
Não há futuro,
sinta só
que eu não posso olhar para trás.
Amanhã eu vou embora
daqui ou de qualquer lugar.
Não importa, eu estou.
E se ainda abro meus olhos
é que não sei se te vejo
mais em sonho que em presença
de um dia que eu vivo já.
Quero um dia pra chorar
mas a vida vai tão depressa
que é preciso deixar contida
a tristeza
para que a vida que mal começa
tenha tempo de se acabar.
Não quero amor,
não quero amar
não quero nenhuma promessa
nem mesmo para ser cumprida.
Não quero a esperança partida
Nem nada do que regressa.
Quero um dia para chorar
Quero um dia para chorar
Dia para desprender-me dessa aventura
mal resolvida
Entre os espelhos já sem saída
Em que jaz minha face impressa.
Chorar sem protesto,
chorar.
Eu sei o que é a Primavera (?)

(Renatita)

do fundo do nosso quintal!



tô penando na nova série de telas, é um esforço de mata-leão!

tá saindo, tá saindo!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

V.S.



Finalmente esses dois sentaram a bunda no estúdio! Vejam aí a primeira música de tantas, do grupo Versus, do Skol e Vibox.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O passageiro

Quando, há alguns anos
Aprendi a dirigir um carro, meu instrutor
Me fazia fumar um charuto; e quando
Na confusão do tráfego ou em curvas difíceis
O charuto apagava, ele me tirava o volante.
Também contava piadas, e se eu não sorria
Muito ocupado com a direção, afastava-me
Do volante.
Eu estava inseguro, dizia ele.
Eu, o passageiro, me apavoro quando vejo
O motorista muito ocupado com a direção.
Desde então, ao trabalhar
Cuido para não ficar absorvido demais no trabalho.
Dou atenção a muitas coisas em volta
Às vezes interrompo o trabalho para Ter uma conversa.
Andar mais rápido do que o que me permite fumar
É algo que já não faço.
Penso
No passageiro

Bertold Brecht

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vinheta do nosso grupo de quadrinhos...



Eu, Cristopher, Xandão e Alexandre de Mayo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Todas as cores escondidas nas nuvens da rotina...

Queria nesse dia ardido
morar no mapa da Renatinha
feito de aquarela bonito.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mujeres!!!





Lá na Casa de Cultura da Freguesia do Ó...

sábado, 19 de setembro de 2009

Desculpem o Em Cima da Hora!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

chegança

com licença
dono da casa
anoitece eu vou chegar

com todo o prazer
terei de me apresentar
venho com desejo puro
de seus veios desbravar

filha de nossa senhora
de horas e outras horas
agradeço a paciência
de quem ama com urgência.

despedida

piso em seus botões
cheiro de rosa manchada
... peço agora?

gotejam seus dedos
as lágrimas que levo
em um jarro selado
e adeus.

contenta

contenta risca a
saia no chão
e descabida

um sol de fogo
no meio das pernas
que invade a
brita da rua
e mais...

triste

pois é quando o ponto mais turvo
de dentro da caixa do peito
assopra
um fino vento...

é um silvo
um meneio
manso
silêncio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Império das Lampinhas!


Quem foi encheu os zóio dágua...




mais fotos: www.brasasarau.blogspot.com

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ilustrando Sonhos



terça-feira, 18 de agosto de 2009

...remendos...

Quero secar as minhas lágrimas
junto aos meus.
Desde os outros milianos,
adentrando rumos em segredo nosso.
Chegamos ao remédio do remediado
filosofias de remendo.
Hoje trabalho removendo
a terra do túmulo de meu avô.
Um elo quebrado
dos mares de demônios.
Sou filha do mar
e o meu olho é rasgado
pela sua praga que
azeda o caldo.
Não venha com sua maldade,
nos subterrâneos o martelo
inverte o desgaste.
Traz a sua reza fina
pra contemplar o que
não enche a nossa barriga.
Mas não chegue na maldade
porque nosso elo é

a vírgula.

O meu olho é rasgado, e
é minha alegria.
Silêncio diante da nossa imensidão
que a sua vista nem chega.

São nossos corpos,
prestenção,
de fogo
água
vento
montanha
terra
rio e
trovão

Aqui costuma morar o poço do mundo.
É um profundo onde eu
piso nos mortos e
respiro sua respiração.
Curamos então nossos umbigos

furtados

e assim eu digo
que há comida no prato
estamos salvos.
Guarde a sua maldade,
nossos passos são furtivos

tu desconheces

e o olho foi rasgado.

(eu, 2009)

sábado, 8 de agosto de 2009

Só a Mulherada!



Endereço do Sarau:
Bar do Carlita
Rua Prof. Viveiros Raposo, 534
(próximo ao ponto final do ônibus Ana Rosa - Brasilândia, em frente a Escola João Solimeo)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Música do Macalé!

Aqui vai uma singela homenagem ao amor carnal:

Açogueira

Eu vagava a esmo encharcado
Em martírio, tortura e desilusão
E ao cruzar o açougue da esquina
Meu olhar distraído ela raptou
Estava ela vestida de branco
Toda ensangüentada e com a faca na mão
Foi em torno de peças de alcatra
Que pude encontrar minha doce paixão

Açougueira
Nunca mais te esquecerei
Esses beijos de novela
O tesouro que eu ganhei
Açougueira
O meu mundo se incendeia
Meu coração não é um bife
Pra você jogar na grelha

Naquele tempo tudo era colorido
O sol raiava sempre em céu de brigadeiro
E eu era tua picanha em alta brasa
E você minha maminha na manteiga
Nossos corpos nas areias escaldantes
Com suor e salpicados de areia
No quiosque você pede um conhaque
Toma um porre e depois diz que me odeia

Açougueira
O meu mundo se incendeia
Meu coração não é um bife
Pra você jogar na grelha
Açougueira
Eu lhe peço, por favor
Não jogue todo o nosso caso
No frigorífico do amor!

Luiz Felipe(vulgar) Macalé

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quanto Tempo o Tempo Tem








Hoje na Oficina dos Sonhos participou uma criança firmeza (deve ter lá seus 6 anos), chamado Vitor, filho da Sirlene. Assim que chegou pegou as tintas e nem se importou com a nossa presença, lambuzou o papel. No fim, olhando os desenhos um mais lindo que o outro, eu disse assim:

- Ô Vitinho, você tem futuro!

- Ah... mas Carolzinha... o que é futuro hein?

segunda-feira, 27 de julho de 2009